Brasil deveria investir mais em energia nuclear indica estudo

 

Investir em usinas nucleares no Brasil é uma alternativa válida de complementação da matriz energética nacional. Esta é a conclusão de um estudo realizado pelo Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo Nivalde de Castro, economista e professor do Instituto de Economia e Coordenador do Gesel, o Brasil possui tecnologia e combustível para viabilizar a adoção dessa fonte de geração, que, segundo o Plano Nacional de Energia ( PNE 2030), deverá contemplar o País com mais 4 mil megawatts (MW) oriundos dessa fonte de geração em quatro usinas a serem instaladas na Região Nordeste.

Outro aspecto que o estudo do Gesel cita é a questão da emissão de gases de efeito estufa, que este ano será tema da reunião sobre as mudanças climáticas, na Dinamarca. Segundo o pesquisador, usinas nucleares não emitem o gás, ao contrário das usinas que têm predominado nos últimos leilões de energia elétrica no País. O relatório cita um levantamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que aponta a existência de 438 reatores de geração termonuclear em 31 países e que no ano disponibilizará capacidade instalada de 370 gigawatts (GW). Além disso, há ainda a construção de 45 novos reatores, que adicionarão mais 40 GW de capacidade de geração

O Brasil tem grandes reservas de urânio

Com apenas 30% do seu território prospectado, o Brasil abriga atualmente a sexta maior reserva de urânio do mundo, estimada em 309 mil toneladas. Trata-se de uma quantidade suficiente para alimentar 32 usinas nucleares como Angra 3 durante toda sua vida útil, de acordo com estimativas da INB - Indústrias Nucleares do Brasil, única empresa responsável pelo beneficiamento do minério e pela fabricação do combustível nuclear no País. As maiores ocorrências do mineral estão localizadas na Bahia e no Ceará, apresentando ainda importantes jazidas em Minas Gerais e no Paraná.

De todas as fontes térmicas comerciais atualmente disponíveis para a geração de energia elétrica em grande escala, o urânio se destaca por possuir o maior conteúdo energético específico (60.000kWh / Kg), considerando-se as usinas equipadas com reator do tipo PWR (à base de água leve pressurizada) como é o caso de Angra 1 e 2 e, no futuro, de Angra 3.

No Brasil, a grande disponibilidade de urânio como combustível é um dos principais fatores a favor da construção da usina de Angra 3, possibilitando a geração confiável de um tipo de energia ambientalmente limpa, que não libera CO2 ou quaisquer outros efluentes para a atmosfera.

Londres dá sinal verde a 10 propostas para construção de usinas nucleares

De Agencia EFE

Londres, (EFE).- O Governo britânico anunciou nesta segunda-feira que deu o sinal verde a dez propostas para a construção de usinas nucleares na Inglaterra e no País de Gales, a maioria em substituição de plantas já existentes.

O ministro da Energia, Ed Miliband, disse no Parlamento que somente uma oferta foi rejeitada, a na cidade de Dungeness, no condado de Kent (sul).

Apesar da aprovação do Executivo, a decisão final sobre a construção das usinas será tomada pela nova Comissão de Planejamento de Infraestruturas, após ter consultado todos os interessados, tanto em nível nacional quanto local.

Miliband, que diz que o Reino Unido não pode se permitir renunciar à energia nuclear, ressaltou em seu discurso de hoje que apesar da oposição de grupos ambientalistas, sua eficácia está "comprovada" e é "confiável".

Segundo Miliband, o Governo quer acelerar a construção das centrais para que algumas já estejam operando em 2018, apesar de a previsão ser de que a maioria só estará funcionando em 2025.

 
 

"ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL"

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Na área de geração de energia, o Brasil é um dos poucos países do mundo a dominar todo o processo de fabricação de combustível para usinas nucleares. O processo de enriquecimento isotópico do urânio por ultracentrifugação, peça estratégica dentro do chamado ciclo do combustível nuclear, é totalmente de domínio brasileiro. Hoje, o combustível utilizado nos reatores de pesquisa brasileiros pode ser totalmente produzido no país. As reservas brasileiras de urânio já confirmadas são de 300 mil toneladas e estão entre as seis maiores do mundo. Em termos energéticos, mesmo com apenas uma terça parte do país prospectado, essas reservas são da mesma ordem de grandeza daquelas atualmente existentes em petróleo e seriam suficientes para manter em funcionamento 10 reatores equivalentes aos existentes – Angra 1 e Angra 2 – por cerca de 100 anos. O Brasil tem um programa amplo de uso de energia nuclear para fins pacíficos. Cerca de 3 mil instalações estão em funcionamento, utilizando material ou fontes radioativas para inúmeras aplicações na indústria, saúde e pesquisa. No ano passado, o número de pacientes utilizando radiofármacos foi superior a 2,3 milhões, em mais de 300 hospitais e clínicas em todo o país, com um crescimento anual da ordem de 10% nos últimos 10 anos.

 
 

"Usinas nucleares serão necessárias para atender à demanda em 2025"

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A utilização de usinas nucleares para gerar energia elétrica a partir de 2025/2030 será necessária para atender ao consumo brasileiro. No plano estratégico do governo já estão previstas mais quatro usinas nucleares, sendo duas entre o Norte do Rio e o Sul do Espírito Santo. As outras deverão ficar no Nordeste. No período em questão, a população vai passar de 185 milhões para 238 milhões, um aumento de 53 milhões. O fato é que, após ter sido considerada vilã e uma opção perigosa em termos de abastecimento, a energia nuclear vem sendo apontada internacionalmente como uma das mais importantes alternativas para combater o aquecimento global e a poluição. As usinas de energia eólica funcionam 40% do tempo, e as de biomassa, movidas a bagaço de cana, trabalham sete meses no ano, as térmicas a carvão, tem muitas restrições ambientais. O preço da energia nuclear é bastante competitivo, entre R$ 120 e R$ 170 o megawatt-hora (MWh). O da gerada por gás natural está entre R$ 120 e R$ 190. Neste momento, a opção pelas usinas nucleares é estratégica, só três países dominam toda a cadeia de enriquecimento do urânio: Brasil, Estados Unidos e Rússia

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